hoje, de várias fontes e perspectivas muito diversas entre si, chegou-me o mesmo tema - com o qual já eu me tinha também confrontado na minha experiência do dia-a-dia, e que é o seguinte:
perante a alegada evidência de que quem não tem princípios (éticos, morais, pessoais, profissionais, etc) acaba por ter uma vida melhor (mais sucesso, maior desafogo financeiro) e, por consequência, consegue dar uma vida melhor aos seus filhos, impõe-se a questão: que fazer? manter (e ensinar à geração seguinte para que perpetue esse comportamento) esses princípios de rectidão, honestidade, altruísmo, etc, independentemente das consequências menos positivas ou ceder ao modo como a nossa sociedade funciona e contornar alguns destes valores, ou ser mais flexível na sua (não) adopção, e assim ter uma vida com maior conforto e proporcionando mais e melhores oportunidades aos filhos no futuro (de educação, saúde, e consequentemente emprego, longevidade, etc)?
no fundo é medir num prato da balança o nível de prioridade que para nós têm dois conceitos: a honra e instinto de sobrevivência/protecção da espécie.
se, sendo nós animais sociais e estando a sobrevivência básica assegurada, podíamos pender mais para o lado da honra; por outro lado qual é a mãe ou pai (dos normais :-P) que não se prontifica a sacrificar-se para dar mais e melhor aos filhos do que aquilo que ele próprio teve dos seus pais?....
é que a honra não compra um tratamento caro para um problema de saúde complicado que um filho possa ter... a honra não compra a oportunidade de lhe perimtir estudar mais ou mais longe.... a honra não ajuda a comprar uma casa...
dito isto, acrescento já que eu faço parte do grupo de totós.... errrrrr..... pessoas honestas!, que não vendem banha da cobra, nem põe culpas onde elas não estão, não dão graxa, etc etc etc, conseguindo com isso....... coisíssima nenhuma a não ser ficar a ver os navios a passar e outros, menos escrupulosos (ou simplesmente mais habilidosos no self-marketing ou, em português, auto-gabanço descarado), a chegar mais longe.
complicado....
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